Borrrrr! Olha! Gua! Alô! Vó!

Tagarela, tagarela, tagarela.

Vi um dia desses uma imagem de um pai com seu filho e uma frase que era assim: “A gente carrega 9 meses na barriga, para nascer a cara do pai”. Tirando os 9 meses (você nasceu quase 1 mês antes do previsto), concordo plenamente com a frase.

Por mais que eu até tenha achado uma foto de um dos meus primos e você ser bem parecido com ele, não tem como negar que você é filho do Caio, tem umas fotos do seu pai bebezinho que se colocar no meio das suas daria até para pensar que é você, a diferença é que seu pai era mais moreno e você saiu meio desbotado rsrsrsr

Mas já encontrei traços meus em você diversas vezes, você tem o meu sorriso, é branquelo, bravo e fala, ah como fala. Não tem como dizer que você não é neto da Dona Shirley, a tagarelice corre por suas veias. Logo pela manhã, mal temos tempo de acordar e lá esta você falando. As vezes algo incompreensível outras até da para decifrar. Mas toda manhã você acorda, passa por cima de nós e vai até o telefone, tira do gancho e diz: “Alô”, as vezes é um “Alô, vó?”. Outro dia fomos até a loja Alô Bebê para comprar uma cadeirinha de carro (em outro post comento isso mais a fundo) para você e como era sexta-feira, fim da tarde, a loja estava vazia. Então todas as funcionárias só tinham você para paparicar, de repente o telefone toca e você, mais rápido que tiro de espingarda, coloca a mão na orelha e diz: Alô, alô, alô vó. Foi o suficiente para escutarmos um: “Ohhhhhhh” em coro, todas se derreteram.

Você já tinha soltado um mamã e papa algumas vezes, mas o que ficou para você nos chamar mesmo era Mor ou na sua língua Borrrrr. Se entrássemos no banheiro tínhamos que ficar gritando morrrrrrr lá dentro e você borrrrrr fora, mas assim você compreendeu que estávamos ali e que não precisava chorar pois logo sairíamos.

Sair com você na rua é uma alegria a parte. Você fica empolgado com tudo: folha, gato, pedra, passarinho, carro, caminhão, cachorro, pomba (você amaaaaaa pombas) e pessoas, fica apontando e falando: “Olha”, “olha”, “olha”. E como você mexe com as pessoas, o comum é ouvirmos ao longe um “ohhhhh”, “que fofo”, “lindinho” e por ai vai, já virei para lhar e ter certeza que era com você e não da outra. E é só olhar pra tua cara que está lá um sorriso enorme, fazendo graça, fazendo tchauzinho, fazendo fusquinha.

Mas dessa tagarelice toda, uma palavra que você aprendeu que tem nos ajudado muito é “gua”, água. Se para nós tomar água já um desafio pois esquecemos (juro que esqueço), quem dera lembrar de dar a outra pessoa. Já cheguei a me programar para fazer isso, e combinamos que todas as vezes que fôssemos beber água daríamos para você também. Porém, agora você pede quando quer, “gua”, “gua”, “gua”…. e como gosta de água e de pedir (apontando com o dedinho), mas esse é um assunto para o próximo post.

Bjinho

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