Sobre crescer e perder a graça… não pra mim

Uma vez, antes de engravidar, conversando com uma amiga ela me disse sobre como a criança perde a graça quando se aproxima dos 5 anos. Achei isso meio fatalista, que devia ser uma coisa localizada, talvez só da família dela, sei lá. Até então meus sobrinhos tinham por volta de 2 e 4 anos, e pra mim continuava tudo igual.

Ela explicou que ainda no caso de meninos isso fica ainda mais forte, é como se até os 5 anos eles pudessem falar o que quisessem, as pessoas ensinavam a falar palavrão, pedindo pra que ele repetisse e todo mundo achava graça, mas depois começavam a podar, como se fosse a coisa mais errada do mundo, e se perguntar de onde veio isso, memória seletiva para esconder que fez merda, essa é a verdade.

Ai Yuri nasceu, e eu me vi rodeada por pessoas, os primeiros meses foram cheios de pessoas em casa, muitas continuaram aparecendo por um bom tempo, ou se comunicando pela internet, davam noticias, perguntavam sobre ele, elogiavam seu crescimento e como estava ficando bonito. Óbvio que como mãe isso me deixava feliz.

Mas a cada ano que passou esse numero de pessoas foi oscilando, pessoas deixavam de estar no nosso circulo e outras entravam, não por brigas ou fatalidades, naturalmente, coisas da vida corrida, da falta de tempo, dos compromissos, do ser adulto. Porém o que muitas delas não sabem é que o Yuri sentiu essa ausência, nós também, se escondem atrás da ideia que criança pequena não lembra muito das coisas, mas lembram sim.

Enquanto ele era bebezinho que só fazia sujeira, falava errado, andava torto, e ria de qualquer coisa era lindo para os outros, mas sinceramente nunca vi graça em bebes. A verdade é que quando ele foi se tornando um ser mais interessante, questionador, curioso, explorador, com quem da pra bater papo, jogar bola, pintar, assistir um filme juntos, foi quando as pessoas foram saindo da vida dele, e já não conhecem mais o mundo dele.

Vivi de verdade cada estágio do Yuri, e não troco o menino de hoje pelo bebezinho de 4 anos atrás. Ele esta se tornando uma criança incrível, olhar o mundo pelos seus olhos, abrem ainda mais os meus, sinto pelo que estão perdendo isso. Não apenas em relação ao Yuri e sim a todas crianças em crescimento, tenho prestado bastante atenção nisso e vejo com tristeza como minha amiga estava certa.

Agradeço ao universo poder viver tudo isso com ele, e com outras crianças, “sobrinhos” que a vida me deu, muitos moram longe mas me sinto colada a eles, acompanho seu crescimento, alguns tenho comigo que ajudei a vir ao mundo e hoje os vejo se tornarem seres ainda mais interessantes.

A vida é um vai e vem, mas somos nós que escolhemos onde queremos estar.

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Releitura: O filho do homem – Magritte

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Seresteiro de Acapulco

tubarão tubarão tubarão

o tubarão só quer o seu Mor

mas o Mor não é tubarão

é dinossauro”

Cantada com muito sentimento na voz, no melhor estilo dor de cotovelo.

Alguém me diz de onde ele tira essas idéias? Rsrsrs

Texto: O quadro – sobre criatividade

O QUADRO.

Uma vez um menininho foi pintar um quadro.

Botou o papel no cavalete, E olhou todos os potes de tinta

Na sua frente.

“O que você vai pintar?” – perguntou a professora.

“ O céu” – disse o menininho.

– “Eu vou pintar o céu”.

“Ótimo!” – disse a professora,

“Você tem bastante tinta azul?”

“Sim”. – disse o menino.

E ele pegou o pincel azul

E fez uma larga faixa na parte superior do papel.

“Aí” – disse ele, “Aí está o céu azul”,

E ele procurou a professora

Mas ela tinha ido.

Então o menininho olhou para fora da janela

Para ver se o céu parecia real.

E ele parecia.

Mas era o céu sempre azul?

O menino largou o pincel azul

E pensou sobre o céu.

“Às vezes” – penou ele – “antes da noite,

O céu é cor-de-rosa, e um pouco vermelho”.

Então ele pegou o pincel rosa e depois o vermelho

E logo houve um pôr do sol no seu papel.

E então o menininho recordou o inverno

E como ficava o céu quando a neve caía,

Então ele pegou o pincel branco

E fez macios flocos de neve por tudo.

O céu azul, rosa e vermelho

E alguns flocos se misturaram

Para fazer mais cores, e o menininho sentiu-se feliz

Como ele sempre se sentia quando caía neve

No inverno.

E quando ele já ia largar o pincel

E terminar, ele recordou um dia de verão

Quando o eu ficou escuro.

E ele recordou que tinha se assustado,

E corrido para contar à sua mãe.

Assim, agora ele pegou o pincel negro

E pintou grandes nuvens de tempestade

Com raios vermelho e laranja

Relampejando entre elas.

“Também está trovejando” – murmurou o menino para si mesmo.

“BUM! BUM! BUM! E o vento está soprando”,

E ele fez a chuva cair – chuva forte –

Em longas linhas verdes através do céu,

E todas as cores correram juntas em arco-íris

Para o pé do papel.

“Agora vou fazer o sol brilhar”,

Disse o menininho para si mesmo,

E ele fez um sol grande e redondo no meio do papel.

Mas o quadro estava tão molhado

E nele havia tantas cores

Que o sol amarelo ficou marrom no céu.

Mas o menininho não se importou –

Seu quadro estava terminado

E tinha ficado bem como ele queria.

E ele procurou a professora

E logo ali estava ela

Parada ao lado do cavalete e olhando todas as cores:

Todo azul e o rosa e o vermelho;

Todo o branco e o preto;

Todo o laranja e o verde;

E o amarelo que tinha ficado marrom.

A professora olhou para todas as cores molhadas e gotejantes

Que tinham corrido juntas

Na neve, no vento e na chuva

Do quadro do menininho.

E ela disse: “Meu Deus!”

“Eu pensei que você ia fazer o céu!”

“Eu fiz!” – disse o menininho

“Eu fiz todos os céus que eu conheço!”

E ele tirou a pintura do cavalete

E cuidadosamente a pôs para secar.

(Helm Buckley)

É assim q a criança pensa o desenho. É crime fazer com q uma criança de pouca idade faça um desenho de observação! Cor é sentimento e é assim q ela escolhe com q cor vai fazer o sol, o céu, a grama. Não tem nada haver com realidade e sim afeição!!! (http://www.kidsindoors.com.br/2010/06/o-quadro.html?m=1#kidsindoors)

Ele é pequeno e muito engraçado – cap 2: pinguins

Yuri um dia a gente vai morar num lugar que tenha gelo?

Yuri: Siiiiiiiim, e eu vo ter um pinguim que não morde.

Então ta.

Filho ou filhos de final de semana

Não acredito que as pessoas precisem largar toda a sua vida para criar os filhos, mas para tê-los é necessário estar disposto a dedicar um pouco do seu tempo, ter só por ter, por que é preciso ter filhos, é algo que não cabe nos dias atuais.
Esses dias, brincando no parque Trianon, presenciamos o que a de pior dessa criação terceirizada. Mal o Yuri começou a brincar no parque e uma menina quis empurrá-lo do escorregador pq ele não podia brincar ali. O Caio teve que intervir, a menina ficou emburrada, o irmão chamou a mãe que simplesmente não sabe conversar com a filha. Foi só dizer que ela teria que dividir os brinquedos e ela fez um berreiro de 10 minutos, gritando e correndo para longe da mãe.
A falta de tempo com os filhos nos tira a habilidade de de nos comunicar com eles, não só uma questão de respeitar, obedecer ou temer.
E o que chamamos de filhos de final de semana.
Nem todo mundo pode largar o trabalho ou trabalhar em casa, para ficar com o filho até os seus 1 ou 2 anos pelo menos, que pra nós é o ideal.
Mas essa não é a única forma de conhecer a criança, todo tempo bem aproveitado, com brincadeiras legais, atividades em família fazem diferença. O Caio mesmo hiper cansado sempre deu banho no Yuri, desde bebezinho, era um tempo deles, de contato, isso é fundamental.
No mesmo dia no Trianon, vimos um exemplo oposto ao narrado acima, um casal passeava com a filha de uns 8 anos, com um mapa do parque nas mãos, estavam explorando cada cantinho, eles conversavam, explicavam, argumentavam e eram carinhosos, como pais devem ser.

Ele é pequeno e muito engraçado – cap 1: O Espertinho

Estávamos arrumando o armário da cozinha e você viu que tinha algumas caixinhas de gelatina dando sopa por lá, como estava quase na hora da escolinha você só disse:

– Vamos fazer gelatina qualquer hora?

– Eu não como essa gelatina, mas outra hora você pode fazer com a mamãe ou com a vovó –  disse o Caio e levou o Yuri pra escola.

 

Quando a vovó Shirley chegou eu nem lembrava mais da história da gelatina, mas você lembrou e pediu com aqueles olhinhos de cachorrinho para fazerem.Você ajudou em todos os processos e a bendita foi pra geladeira. Curiosamente você nem reclamou e nem argumentou quando o papai foi te colocar para dormir.

No dia seguinte, você acordou bem cedo, 6h15 e já estava querendo brincar na sala, na minha inocência nem desconfiei de nada, o papai levantou,  brincou um pouco com você, e tomaram café juntos (2 bananas amassadas com 1/3 de xícara de aveia, 1 cs de chia, 1cs de açúcar mascavo) e depois foi trabalhar, assim ficamos só nós dois e a vovózinha.

Ai veio o espertinho:

9h10 da manhã

Yuri _  Mamãe, a gelatina não tá pronta ainda né??

Aline _  Hummm, não ainda não, e mesmo que estivesse você só vai comer depois do almoço e depois vai dormir.

Yuri _ ahhh, tá bom, então a gente vai almoçar e depois comer gelatina e depois dormir.

…. 10 minutos depois …

Yuri_ Mamãe o almoço já tá pronto???? to morrendo de fome –  o.O

Quando enfim a hora do almoço chegou comeu tudinho de raspar o prato, não deixou cair um grão de arroz , e ainda colocou o prato na pia, comeu a bendita gelatina de limão,  e foi direto pra cama.

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 ….

Caio: Bom dia Yuri?? já tomou café??

Yuri: Bom dia, eu não tomo café.

Caio: eu sei, você comeu alguma coisa hoje??

Yuri: comi, comi pão e yakult

Caio: e o que tinha dentro do pão??

Yuri: Miolo!!! o.O

PS: O título dessa postagem vem de um desenho que eu gosto muito e assistia antes mesmo dos meus sobrinhos nascerem, Charlie e Lola, nunca pensei que teria uma lola em versão masculina em casa mas tive essa sorte. Este da início a uma série e postagens que pretendo escrever contando das “gracinhas” do Yuri.

Amores

Em casa com o Yuri pergunto:
Yuri o que são amores?
É mamãe e filhinho, e o linux, o snarf e o lupim, a vovó, vovózinha e papai.

No carro dos padrinhos indo pra um sitio você vê uma vaca e fala:
Olhaaaa uma vaca, mas cade os amores dela?
Amores Yuri? Que amores?
Os filhinhos dela, mamãe.

Tão pequeno e tão fofo.
Meu amorzinho.

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